24 de setembro de 2012

Patagônia - Torres del Paine - De El Calafate ao Parque Nacional - Dia 10

Uma das furadas da viagem foi o rápido passeio ao Parque Nacional Torres del Paine. Ao longo desta postagem vocês vão saber o por quê.

Quando elaboramos nosso roteiro pensamos que não podíamos deixar de fora o fantástico Parque Nacional Torres del Paine, pois é um erro pensar que percorrer toda a Patagônia Argentina é o bastante. O lado chileno é tão belo quanto o argentino, mas ao contrário do que a maioria pensa, as diferenças os unem mais do que as semelhanças,  e assim, procuramos a melhor forma de conhece-lo no menor tempo possível.

Contratamos a empresa Patagonia Extrema que oferecia um passeio saindo de El Calafate de um dia todo até o parque com retorno no mesmo dia. Eles oferecem transfer, guia e uma pacote de lanche ( dois sanduiches, suco, água e uma fruta). A saída foi marcada bem cedo para que não perdessemos tempo, pois o trajeto de menos de 400km era um pouco dificultoso. Porém, ja estavamos a mais de vinte minutos na estrada quando o guia foi informado de que haviam "esquecido" um turista. Ficamos parados no acostamento com o ônibus por mais uns vinte minutos esperando um outro carro que estava lenvando o turista esquecido ao nosso encontro.

A paisagem da estrada era sensacional. Muitas ovelhas pastavam na beira da estrada e corriam assustadas quando o ônibus passava, além delas, enormes condores nos acompanharam por uma boa parte do percurso. O guia sempre alertava quando algo interessante se aproximava mas não explicava muita coisa.

Os pampas patagônicos!

No caminho cruzamos com alguns ciclistas que percorrem milhares de kilômetros pela América Latina!


Condor, maior ave voadora da terra, envergadura das asas chega a medir três metros.


A chegada na alfandega chilena e a parada para passar por ela foi massante. Perdemos mais um bom tempo nesse lugar pois todos tinham que mostrar documentação e passar suas bagagens na inspeção. Nada de orgânico pode passar pela fronteira a fim de não espalhar pestes ou qualquer outra praga que possa se proliferar em terras chilenas.

Chegando a fronteira!

Aduana chilena...

...muita espera para a liberação.

Depois da alfandega, mais uma parada para um lanche e usar o banheiro já no Chile. Os preços eram bem mais salgados que na Argentina. Para se ter idéia, pagamos por um chocolate quente e um sanduíche de bife cerca de R$ 30,00!! Depois de pegar o lanche, fizemos a conversão e a vontade foi de devolver tudo. rs

Parada para descansar e se alimentar.

Chegamos ao parque quase meio dia. O tempo estava um pouco fechado mas a paisagem bela era inigualável. Lagunas, cachoeiras e ao longe não conseguimos ver as magestosas torres de granito que estavam encobertas por nuvens.

O parque com mais de 242 mil hectares foi declarado reserva da Biosfera pela Unesco em 2009, foi eleito o sexto lugar mais bonito do mundo e o mais belo da América do Sul numa pesquisa realizada com mais de 400 jornalistas especializados em turismo.

Durante o passeio, o guia nos deixava descer do onibus, tiravamos algumas fotos em menos de dez minutos e assim seguíamos para outro ponto. Foi muito corrido. Além disso, o tempo que perdemos quando ficamos esperando o turista que havia sido deixado para tras não foi acrescentado ao passeio e por isso tivemos que correr ainda mais.

Laguna Azul

Laguna Amarga


Diversos guanacos cruzam o nosso caminho.


"Mucho viento em Torres del Paine" rs


 A cachoeira mais famosa de Torres del Paine, e o auge do passeio, corre em direção ao Lago Pehoé vinda do Lago Nordenskjöld. Sua beleza se faz não pelo seu tamanho, mas sim pelo seu estrondoso volume de água e pelo hipnotizante verde de suas águas. Tal cor que deve a presença de grande quantidade de minerais de rocha do Glaciar Dickson, de onde se origina pelo degelo. Estudiosos, amantes dessa queda d’água, afirmam que seu fim será breve. Devido a zona de turbulência no local onde ocorre a queda, a rocha vai se deteriorando e sendo levada pela água e assim, pouco a pouco diminuindo de tamanho.

Salto Grande


Lago Pehoé e a cena típica da Patagônia: muita chuva de um lado e muito sol do outro


Em dezembro de 2011, o Parque Nacional Torres del Paine, no Chile, foi devastado por um incêndio provocado por um turista que acampava. A catástrofe destruiu o correspondente a cerca de 15mil hectares de floresta, além do principal cartão postal do parque: a vegetação do circuito W e os arredores da cachoeira Salto Grande do Lago Pehoé.    

Chegando na zona do incêndio...

...quanto mais andamos descobrimos o tamanho do desastre.


Enfim, esse passeio só serviu para nos deixar com muita água na boca e um gostinho de quero mais. Conversando com o motorista do ônibus, ele me disse que a melhor época para voltar é entre novembro e dezembro, quando as temperaturas estão mais amenas, temos menos vento e a chance de ver as torres por completo é maior.

Com certeza vale a pena ir de novo!!

Onde ir:
Parque Nacional Torres del Paine / Chile
www.torresdelpaine.com

Quem leva:
Patagonia Extrema
www.patagonia-extrema.com.ar 
* Melhor ir com mais tempo e fazer seu próprio roteiro

Quanto custa:
Com a empresa: R$270
Entrada do parque avulso: R$60 na alta temporada e R$20 na baixa

O que levar:
Roupas e sapatos leves , dependendo da época do ano de preferência impermeáveis.
Deixe para comprar comida no próprio Chile para não ter problemas na alfândega.